quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ó santa e celeste menina

Ó santa e celeste menina, vós que sois a Mãe destinada ao meu Redentor, e a grande medianeira dos míseros pecadores, tende piedade de mim. Eis aqui aos vossos pés outro ingrato, que a vós recorre e implora compaixão.
É certo que eu, por minhas ingratidões para com Deus e para convosco, mereceria ser abandonado por Deus e por vós.
Mas eu ouço dizer, e assim creio, que vós não recusais ajudar quem com confiança a vós se recomenda. Assim o creio por saber quanto é grande a vossa
Misericórdia. Ó criatura, a mais sublime do mundo, já que acima de vós não há senão Deus, e diante de vós são muito pequenos os grandes céus; ó santa dos santos, ó Maria, abismo de graça e cheia de graça, socorrei um miserável, que a perdeu por sua culpa. Sei que sois tão cara a Deus que ele nada vos nega. Sei também que gostais de empregar vossa grandeza em aliviar os miseráveis pecadores. Eia, pois, mostrai quanto é grande o crédito que tendes junto a Deus, e impetrai-me uma luz, uma chama divina tão poderosa, que de pecador me mude em santo.
Desprendei-me de todo afeto terreno para que eu me abrase todo no divino amor. Fazei-o, Senhora, que bem podeis fazê-lo. Fazei-o pelo amor daquele Deus que vos fez tão grande, tão cheia de poder e de piedade. Assim espero. Amém.

 Santo Afonso Maria de Ligório

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