terça-feira, 7 de agosto de 2012

Salmo 31

1. EM ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido. Livra-me pela tua justiça.
2. Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.
3. Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.
4. Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.
5. Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade.
6. Odeio aqueles que se entregam a vaidades enganosas; eu, porém, confio no SENHOR.
7. Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias.
8. E não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso.
9. Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre.
10. Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos de suspiros; a minha força descai por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.
11. Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus vizinhos, e horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim.
12. Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.
13. Pois ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; enquanto juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida.
14. Mas eu confiei em ti, SENHOR; e disse: Tu és o meu Deus.
15. Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
16. Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tuas misericórdias.
17. Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado. Deixa confundidos os ímpios, e emudeçam na sepultura.
18. Emudeçam os lábios mentirosos que falam coisas más com soberba e desprezo contra o justo.
19. Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, a qual operaste para aqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens!
20. Tu os esconderás, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens; encobri-los-ás em um pavilhão, da contenda das línguas.
21. Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura.
22. Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas, quando eu a ti clamei.
23. Amai ao SENHOR, vós todos que sois seus santos; porque o SENHOR guarda os fiéis e retribui com abundância ao que usa de soberba.
24. Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.
Entenda o Salmo
TÍTULO
Ao mestre da música - um salmo de Davi. A dedicatória ao mestre da música prova que este canto de compassos mistos e sons alternados de tristeza e angústia foi feito para ser um cântico público e, assim, faz morrer de vez a idéia de que nada senão louvor deve ser cantado. Talvez os salmos assim indicados pudessem ser rejeitados como lamentosos demais para o culto do templo, não houvesse o cuidado especial dado pelo Espírito Santo de indicá-los como designados para a edificação pública do povo do Senhor. Será que não pode também haver em salmos designados assim uma referência distinta especial ao Senhor Jesus? Ele, com certeza, se manifesta muito claramente no salmo 22, que leva este título; e neste que está diante de nós ouvimos claramente sua voz moribunda no quinto versículo. Jesus é o principal em toda parte, e em todos os cantos sacros de seus santos ele é o principal, o Mestre de músicos. As conjecturas de que Jeremias escreveu este salmo não precisam de outra resposta senão o fato de que é um "salmo davídico", um "salmo de Davi".
ASSUNTO
O salmista em extrema aflição apela ao seu Deus por ajuda com muita confiança e importunação santa, e logo encontra sua mente tão fortalecida que ele magnifica o Senhor pela sua bondade. Alguns opinaram que a ocasião em sua vida atribulada que levou a este salmo foi a perfídia dos homens de Queila, e nós nos sentimos muito inclinados a aceitar essa conjetura, mas, após refletirmos, parece-nos que seu tom muito lamentoso e sua alusão à iniqüidade deles pedem uma data mais tardia, e pode ser mais satisfatório ilustrá-lo pelo período quando Absalão se rebelou, e Davi soube que seus cortesãos tinham fugido dele, enquanto lábios mentirosos espalharam mil rumores maliciosos contra ele. Talvez seja até bom não termos a menção de uma época

determinada, ou nos preocuparíamos tanto ao aplicá-lo ao caso de Davi que nos esqueceríamos de como se adéqua bem à nossa própria experiência.

DIVISÃO
Não há grandes linhas de demarcação; em todo ele o som ondula, caindo em vales de lamentação, e subindo com as elevações de confiança. No entanto, por conveniência, podemos explicá-lo da seguinte forma: Davi testificando sua confiança em Deus implora por auxílio, Sl 31.1-6; expressa gratidão por misericórdias recebidas, Sl 31.7-8; descreve seu caso particularmente, Sl 31.9-13; roga veementemente por livramento, Sl 31.14-18; confiantemente e muito agradecido espera uma bênção, Sl 31.19-22; e termina mostrando como seu caso tem que ver com todo o povo de Deus.

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